A identidade também atravessa fronteiras
Mudar de país não transforma apenas o endereço.
Pode mudar a maneira como você trabalha, se relaciona, se comunica e percebe o próprio valor.
Talvez no Brasil você tivesse uma profissão reconhecida, uma rede de contatos, autonomia e uma identidade construída ao longo de muitos anos.
No exterior, pode ter precisado recomeçar, aprender novas regras ou ocupar lugares que não correspondem inteiramente à forma como se reconhece.
Em outros casos, a mudança trouxe independência, novas possibilidades e uma versão sua que dificilmente teria surgido se você tivesse permanecido.
Ainda assim, essas versões nem sempre se encontram com facilidade.
Existe quem você era antes da mudança.
Existe quem precisou se tornar para viver onde está.
E existe aquilo que ainda está sendo construído entre essas duas experiências.



