Minha abordagem

A casa por dentro

Terapia integrativa com base psicanalítica

Cada pessoa chega com uma casa inteira dentro de si. Uma história, uma estrutura, formas de se proteger e espaços que talvez precisem ser vistos com mais cuidado.

Entrar nessa casa
Casa vista por dentro, com cômodos iluminados e sua fundação aparente

Toda casa conta uma história

Você não chega à terapia para ser demolido e reconstruído.

Você já chega com uma estrutura que permitiu atravessar a vida até aqui. Algumas paredes podem estar inclinadas. Certos cômodos talvez permaneçam fechados há muito tempo. Outros ficaram tão cheios que quase não existe mais espaço para circular.

A terapia começa entrando nessa casa com respeito. Não para apontar defeitos, decidir o que deve ser descartado ou dizer como você deveria viver. Entramos juntos, com uma lanterna, para observar o que existe ali e compreender o sentido de cada parte dessa construção.

A fundação

Antes da parede inclinada, existe uma base que precisa ser compreendida.

A infância é esse primeiro solo que pisamos uma vez e ao qual retornamos muitas vezes ao longo da vida. É ali que começamos a aprender o que significa amar, pertencer, confiar, agradar, suportar e nos proteger.

A base psicanalítica ajuda a descer até essa fundação para compreender como determinadas formas de sentir e reagir foram construídas.

Alguns tijolos não foram colocados de maneira errada. Foram assentados da forma possível naquele momento.

Uma criança pode aprender a ficar em silêncio para preservar um vínculo. Pode se tornar responsável demais para evitar conflitos. Pode aprender a agradar para continuar pertencendo.

Naquele tempo, essas soluções ajudaram a sustentar a casa. Na vida adulta, a mesma estrutura pode limitar relacionamentos, escolhas e formas de existir.

O que foi acumulado depois

Nem tudo o que ocupa a casa nasceu na fundação.

01

O que é seu

Sentimentos, desejos e experiências que fazem parte da sua história e precisam encontrar um lugar possível.

02

O que foi deixado

Expectativas, culpas, opiniões e responsabilidades que outras pessoas depositaram em você.

03

O que ainda faz sentido

Crenças e formas de viver que podem ter sido importantes, mas talvez já não combinem com quem você é hoje.

É aqui que a dimensão integrativa do meu trabalho ganha espaço. Não basta localizar a origem de uma parede inclinada quando o caminho até ela está tomado por tudo o que foi acumulado ao longo dos anos.

A consciência ilumina cada espaço para que você consiga distinguir o que realmente lhe pertence daquilo que apenas aprendeu a carregar.

A lanterna acesa

Isso realmente me pertence?

Ainda preciso carregar isso?

Essa ideia nasceu em mim ou foi repetida tantas vezes que passou a parecer minha?

Um processo, não uma promessa rápida

Uma casa construída durante anos não se reorganiza em um dia.

Não podemos retirar de uma vez tudo aquilo que um dia ofereceu alguma proteção. Mesmo uma estrutura que hoje causa sofrimento pode ter sido importante para que você atravessasse outros momentos da vida.

Por isso, o processo respeita o tempo emocional de quem vive nessa casa. Algumas pessoas percebem movimentos importantes já nas primeiras conversas. Conseguem nomear algo, enxergar uma situação de outra maneira ou experimentar algum alívio.

Transformações mais profundas acontecem aos poucos, conforme você encontra recursos para olhar, compreender, elaborar e escolher diferente. Não existe um prazo igual para todos, porque não existem duas casas construídas da mesma forma.

Sem uma fórmula rígida

O processo pode passar por alguns movimentos.

Eles não acontecem necessariamente nessa ordem. Cada pessoa tem uma história, um ritmo e uma forma própria de entrar em contato consigo.

Iluminar

Perceber o que está presente, mesmo aquilo que ainda não possui um nome claro.

Compreender

Reconhecer como sua história participa das reações, escolhas e relações atuais.

Distinguir

Separar fatos, sentimentos, interpretações e pesos que talvez nem sejam seus.

Elaborar

Dar um novo lugar ao que aconteceu, sem apagar a história nem continuar vivendo preso a ela.

Escolher

Construir respostas mais conscientes e coerentes com a vida que você deseja viver agora.

Integrar não é misturar tudo

É olhar para a pessoa inteira.

Minha prática parte da escuta psicanalítica e pode integrar perguntas, intervenções e reflexões que favoreçam consciência e movimento. Quando aspectos simbólicos, existenciais ou espirituais fazem parte da experiência da própria pessoa, também podem ser acolhidos, sem imposição de crenças ou direcionamentos religiosos.

A terapia não entra na sua casa para dizer como ela deveria ser. Entra com você, acende a luz e ajuda a criar espaço para que ela volte a parecer sua.

O objetivo não é construir uma casa perfeita. É permitir que ela volte a ser habitável para quem mora nela.

Talvez seja hora de acender a luz

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